Tratamento Dependência em Tabaco Sorocaba

Tratamento Dependência em Tabaco em Sorocaba

Tratamento Dependência em Tabaco

O tabagismo é a maior causa preveniente de morbidade e de mortalidade em muitos países. Mas a dependência da nicotina é um comportamento tão virulento que embora 70% dos fumantes desejem parar de fumar, apenas 5 % destes conseguem fazê-lo por si mesmos. Isso ocorre porque o comportamento do fumar não apenas causa doenças mas é, ele mesmo, uma doença: a dependência da nicotina.

A visão do comportamento do fumar como dependência de droga causou uma verdadeira revolução nas formas de entendimento e tratamento dos fumantes. Isso foi precipitado pela publicação, em 1988, do Relatório do Cirurgião Geral Koop. Nesse, concluiu-se que o cigarro e outras formas de tabaco geram dependência; que a droga que causa dependência no tabaco é a nicotina; e que os processos farmacológicos e comportamentais que determinam a dependência ao tabaco são similares àqueles que determinam a dependência de outras drogas como a heroína e a cocaína. Dessa forma, a dependência do cigarro passou a não ser mais vista apenas como um “vício psicológico” mas como uma dependência física que deveria ser tratada como uma doença médica, nos mesmos moldes do tratamento de outras substâncias que causam dependência. Desde então, todo um arsenal terapêutico foi desenvolvido com o objetivo de aliviar os sintomas da síndrome de abstinência da nicotina ou a diminuir a fissura pela mesma.

A dependência da nicotina

O 4o Manual Diagnóstico Estatístico da Associação Psiquiátrica Americana oferece sete critérios para dependência de substâncias psicoativas, que são aplicáveis à nicotina:

1. usar a substância em quantidades maiores ou por um período de tempo maior do que o pretendido;
2. tentativas ou desejo persistente em reduzir ou parar de usar a substância;
3. gastar muito tempo para obtenção da substância;
4. prejuízo das atividades sociais, ocupacionais ou recreacionais por causa do uso da substância;
5. persistência no uso da substância a despeito do conhecimento de que está causando prejuízo físico ou psicológico;
6. desenvolvimento de tolerância, o que significa que a mesma dose torna-se menos eficaz com o uso continuado;
7. presença de sintomas de abstinência. No caso da nicotina: irritabilidade, ansiedade, depressão, diminuição da concentração, inquietação, insônia ou hipersônia, aumento de apetite ou de peso, diminuição dos batimentos cardíacos e diminuição da pressão arterial.

Na verdade muitos fumantes parecem usar o tabaco de acordo com um modelo cíclico clássico de dependência de drogas em que inicialmente se busca os efeitos benéficos da nicotina mas o que mantém o indivíduo fumando é o alívio dos sintomas de abstinência.

Outros determinantes da dependência

Não é apenas a dependência da nicotina que determina a persistência no seu uso e esse não é o único fator relevante para o tratamento. Como no caso de uso de qualquer outra droga, o desejo de consumo pode ser desencadeado por estímulos ambientais relativamente independentes do estado ou da necessidade fisiológica. Por isso o indivíduo pode ter uma “fissura” (“craving”) para fumar mesmo muitos anos após o término da síndrome de abstinência (que em média dura um mês). Assim sendo, para o tratamento da dependência da nicotina deve-se também ter em conta o cortejo comportamental do uso da substância, as “situações-gatilho”. Como exemplo dessas situações temos os estados emocionais negativos (irritabilidade, depressão, ansiedade etc.), o uso de bebidas alcoólicas, ver alguém fumando, entre outras. Nesses casos o indivíduo estaria desejando fumar não para aliviar os sintomas da abstinência mas sim na expectativa do “reforço positivo” no uso da nicotina – a diminuição da ansiedade e o aumento do prazer, por exemplo. Os relatos do Surgeon General de 88 e 89 vêem a dependência do tabaco como determinada por processos biológicos, biocomportamentais, psicológicos e socioculturais.

O processo de parar de fumar: estágios de mudança

Parar de fumar não se trata de uma simples decisão súbita em transformar-se de um “fumante regular” em um “não fumante”. Até que um indivíduo realmente resolva parar de fumar, ele percorre um caminho sutil, cheio de idas e vindas. São os chamados “estágios de mudança”:

- Estágio pré-contemplativo: nesse estágio o indivíduo não pretende parar de fumar nos próximos seis meses. São aqueles pacientes que vêem mais prós do que contras em fumar, que negam os malefícios do tabaco à saúde;

- Estágio contemplativo: pretende seriamente parar de fumar nos próximos seis meses mas, na verdade, está ambivalente. Encontra um pouco mais contras do que prós em fumar mas, em caso de dúvida, não pára;

- Preparação para ação: Pretende seriamente parar no curso do próximo mês. Já começa intuitivamente a usar técnicas comportamentais para livrar-se do fumo. Adia o primeiro cigarro do dia, diminui o número de cigarros fumados etc. Fez pelo menos uma tentativa de parar de fumar no último ano;

- Ação: O indivíduo parou de fumar;

- Manutenção: Até seis meses após o indivíduo ter abandonado o tabaco. Esse período não ocorre passivamente, apenas deixando as coisas como estão. O indivíduo utiliza mecanismos comportamentais de adaptação ao meio sem cigarro, podendo até mesmo alterar seus hábitos rotineiros (como passar a não tomar mais café, por exemplo).

A conceituação dessas fases é importante tendo em vista o tratamento, uma vez que, de acordo com os autores, a intensidade, a duração e o tipo de intervenção devem se adequar ao estágio de mudança do paciente. Indivíduos num estágio mais tardio devem se beneficiar de tipos de intervenção mais intensas e orientadas para a ação. Indivíduos num processo inicial de mudança (pré-contemplativos, por exemplo) devem precisar de tipos de programas menos intensivos e mais extensivos, para que se possa acompanhá-los através do ciclo de parar de fumar e movê-los com sucesso até o estágio de ação.

Tipos de tratamento 

Seja qual for o tipo de tratamento, seu objetivo deve ser o de fazer o indivíduo mover-se de um estágio de mudança para outro, no sentido da ação (parar de fumar). Por isso podemos dizer que existem métodos diretos e indiretos de parar de fumar.

Métodos indiretos

São aqueles que influenciam o fumante a abandonar o cigarro sem que haja um contato direto com ele. Aqui a ênfase se desloca do tratamento clínico, individual, para a saúde pública. Temos como exemplo a realização de campanhas educacionais anti-fumo; elaboração de normas sociais como a proibição do fumo em restaurantes, teatros e cinemas; e a aplicação de altos impostos sobre o cigarro. Essas intervenções têm como foco a comunidade, são menos custosas e produzem taxas de abstinência mais baixas. Como conseguem atingir um número maior de fumantes, produzem taxas populacionais de abstinência mais altas e reduzem mais a morbidade e a mortalidade.

Métodos diretos

Apesar de mais custosos, têm também grande impacto em saúde pública, proporcionando redução na prevalência de fumantes (e, conseqüentemente, de sua morbidade e mortalidade). Envolvem utilização de fármacos e realização de psicoterapia ou somente aconselhamento por um profissional de saúde a respeito da maneira mais adequada de deixar de fumar.

A maioria dos fumantes prefere não procurar programas de suspensão do tabagismo e parar de fumar sozinho. Por isso, esses programas são usados aquém de suas possibilidades, por poucos daqueles indivíduos que não conseguiram parar por si mesmos.

Conselho médico

Como vimos acima, apenas uma pequena porção dos fumantes se envolve em tratamentos para deixar de fumar. Por outro lado, grande parte dos mesmos faz visitas regulares a seus clínicos, e a relação médico-paciente oferece um contexto “único e poderoso” para o tratamento da dependência da nicotina. As preocupações dos pacientes com sua saúde fazem de sua consulta o momento mais adequado para algumas “orientações”. No consultório médico (público ou privado) unem-se as perspectivas de saúde pública e a clínica, ao se oferecer assistência personalizada a grandes populações de fumantes.

Caso o fumante não queira deixar de fumar, o clínico deve apenas ouvi-lo quanto às suas motivações para continuar fumando; entregar-lhe folhetos sobre fumo; e marcar outra consulta para daí a aproximadamente seis meses. Quando o fumante desejar parar, pode-se explorar alguns pontos-chave em apenas cinco a dez minutos: marcar uma data para deixar de fumar; rever experiências passadas e determinar o que ajudou e o que falhou nas tentativas anteriores; identificar problemas futuros e fazer um plano para lidar com eles; solicitar o suporte de familiares e amigos; planejar o que fazer a respeito do consumo de álcool; e prescrever medicamentos (que serão descritos posteriormente).

Um dos maiores efeitos do aconselhamento breve acima descrito é o de motivar os pacientes a parar, mais do que aumentar as taxas de abstinência. Entretanto, dentre os métodos diretos de suspensão do fumar existentes no Brasil, esse é o que oferece menor relação custo/eficácia.

Existem ainda, entretanto, algumas barreiras a serem transpostas para que essas técnicas sejam utilizadas em larga escala. Entre elas temos: a alegação por parte dos clínicos de que não são suficientemente ressarcidos financeiramente para gastar seu tempo com isso; a falta de treinamento dos mesmos nas técnicas supracitadas; e o pessimismo em relação às habilidades dos pacientes em parar de fumar.

Em qualquer tipo de tratamento, marcar consultas de acompanhamento é importantíssimo. Quanto maior a intensidade, freqüência e duração do contato, melhor será o resultado. Por isso a disponibilidade de tempo por parte do clínico ou outro profissional de saúde é fundamental.

Vários fumantes são incapazes de deixar de fumar sem um auxílio mais intensivo, e freqüentemente esses serão fumantes pesados, que por isso mesmo estão sob maior risco de acometimento de doenças relacionadas ao tabaco. Esses fumantes devem ser encaminhados para clínicas especializadas. Nessas, o tratamento costuma ser feito por uma equipe interdisciplinar composta de clínicos, psiquiatras, psicólogos, enfermeiros e/ou conselheiros em dependência de drogas (não necessariamente todas essas especialidades precisam estar envolvidas). Aí, serão preferencialmente tratados em grupo, terão mais suporte para suas dificuldades em obter a abstinência e serão acompanhados mais de perto para prevenir recaídas.

A questão das doses

Fumantes pesados (mais de 30 cigarros/dia) são diferentes dos fumantes leves. Os primeiros têm maior dificuldades de parar, se ressentem mais dos sintomas da abstinência e têm mais episódios de “fissura” para fumar. Há evidência de que as taxas de abstinência possam ser mais altas quanto maiores as doses iniciais dos adesivos. Hurt et al, num estudo realizado com fumantes altamente dependentes de nicotina, verificou que aqueles indivíduos que mais se queixavam de sintomas da abstinência enquanto se tratavam com os emplastros estavam “sub-dosados”, isso é, não estavam recebendo uma dose de nicotina que equivalesse à que mantinham fumando. Foi proposto então o controle da dose dos adesivos de acordo com medidas biológicas ou com o alívio dos sintomas da abstinência. Atualmente sabe-se que o número de cigarros por dia (cpd) pode ser usado para estimar a dose de reposição de nicotina necessária. No Brasil, um adesivo de 30 mg equivale a 20 cigarros. Fumantes de mais de dois maços por dia devem utilizar dois adesivos de 30 mg. Um monitoramento cuidadoso e freqüente e o ajuste das doses pode ser necessário para se adquirir alívio adequado dos sintomas da abstinência.

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Atuamos com excelência na reabilitação de pessoas que sofrem com a doença da dependência química e alcoólica. Uma experiência galgada nos resultados obtidos com a credibilidade dos nossos profissionais e o comprometimento em promover a vida.

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Qualquer situação de saúde e doença que nos torne vulnerável diante da vida se configura como um momento de crise existencial. É como se a nossa relação entre passado, presente e futuro se modificasse a partir do início de um sintoma, do resultado de um exame, de um acidente ou outro acontecimento que nos torna física e/ou mentalmente vulneráveis. Muito do que conhecíamos sobre nós ou esperávamos para o futuro deixa de ser e dá lugar a tudo que permeia a nova condição existencial. Por este motivo a Saúde Premium preza pela humanização no atendimento aos seus pacientes.

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A empresa está localizada estrategicamente, a 84 km da capital paulista (entre as rodovias Castello Branco e a Raposo Tavares), contando com os aeroportos de Viracopos em Campinas e Congonhas em São Paulo, além do Internacional de Guarulhos. A cidade de Sorocaba comporta atualmente os mais conceituados polos tecnológicos do Brasil, agregando ainda mais qualidade e excelência na Saúde e Educação em toda a região.

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Os profissionais que fazem parte do nosso quadro são selecionados a partir de critérios rígidos e minuciosos. Somente após a fase de treinamentos eles são ingressados no setor de destino. Tomamos inúmeras precauções, pois temos plena consciência da responsabilidade em cuidar e reabilitar uma vida. O comprometimento e a formação dos profissionais, bem como a experiência de cada um, são fundamentais para que o processo de reabilitação seja completo.

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O trabalho que desenvolvemos tem como base a união entre os profissionais da Saúde, os pacientes e os familiares, que juntos formam uma grande família. É comprovado que uma base familiar, aliada ao conhecimento e acompanhamento constante dos profissionais, causa uma influência positiva para o êxito da Reabilitação Humana.

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Possuimos embasamento para comprovar com dados concretos os resultados obtidos. Tudo graças a um acompanhamento feito por até dois anos dos nossos pacientes e familiares que foram tratados em nossa estrutura.

10 - TRANSPARÊNCIA

Fazemos questão de que toda esta MISSÃO seja comprovada pessoalmente. Os nossos métodos de trabalho e atuação contam com uma logística composta por diversas análises, para que possam continuar se desenvolvendo cada vez mais. Por este motivo, a sua presença e participação no processo são fundamentais para o sucesso do tratamento.

1. Evite a ociosidade: esteja alerta para o abandono da escola ou trabalho. É importante estimular constantemente o jovem para que ele tenha ocupações, responsabilidades, envolva-se com estudos, esportes, cultura e trabalho.

2. Dialogue: privilegie o diálogo. Os pais devem estar interessados em compartilhar as dificuldades e anseios de seus filhos, mostrando-se solidários na resolução de seus conflitos, discutindo, trocando experiências, alertando e, principalmente, sabendo ouvir.

3. Seja franco: use e abuse da franqueza. É fundamental que os pais possam se posicionar com franqueza e segurança diante do filho, exigindo dele a mesma base de relacionamento. Atitudes policialescas tais como procurar pistas, escutar suas conversas com amigos, cheirar suas roupas, mandar segui-lo, só tendem a aumentar a desconfiança e afasta-lo ainda mais. Se algo está preocupando os pais em relação ao filho, por que não discutir diretamente com o interessado?

4. Mantenha a coerência: manter a coerência entre as mensagens que pai e mãe transmitem ao filho torna-se um fator muito importante. Ambos devem estar a par do problema e discutir as condutas a serem tomadas (muitas vezes a mãe esconde do pai os fatos, só deixando que ele saiba quando as coisas já foram longe demais). Uma vez tomada a decisão, esta deve ser levada ao filho de uma forma única pelo casal para evitar informações contraditórias e ambíguas, o que termina por enfraquecer os pais diante do filho.

5. Estimule autoconfiança: saiba valorizar as aquisições culturais, intelectuais, físicas, afetivas, financeiras do jovem para que este se sinta confiante e capaz de galgar novos caminhos na preparação para uma vida adulta.

6. Busque amadurecimento: buscar o amadurecimento do jovem faz com que este assuma responsabilidades e delas possa se desincumbir, tome decisões e possa arcar com suas conseqüências, faça suas escolhas e assuma as perdas que delas decorrem, organize-se para conquistar gradativamente seus objetivos e consiga manter os compromissos assumidos.

7. Permita que lute: não tire do jovem a possibilidade de lutar para realizar conquistas tais como a compra de um carro ou moto, a obtenção de dinheiro, a realização de viagens, etc.

8. Procure ajuda: procure auxílio de profissionais competentes caso os pais não estejam conseguindo liderança junto ao filho para evitar que o contato inicial com a droga se transforme em dependência de forma crônica.

9. Seja sincero: responder com sinceridade à pergunta: A família não está precisando ser tratada também?

10. Procure Entender: entenda que cada pessoa é o que viveu e o que temos de bom e ruim aprendemos com nossos pais. A formação da personalidade vem do que foi introjetado ao longo da vida desde o nascimento. A personalidade é a soma do caráter e temperamento que formam o biotipo de cada um. A grande maioria dos nossos pacientes possui ego fragmentado e pouco estruturado.

11. Saiba dizer não: diga não, repreenda e dê limites quando isto se fizer necessário, não deixando, porém, de demonstrar interesse na felicidade e bem-estar do jovem.

12. Não espere: não esperar que o problema se agrave para tomar alguma providência.

13. Interne: desmistifique a internação não fazendo dela um bicho de sete cabeças e muito menos um castigo (a atitude dos pais de “ameaçar” com a internação é muito comum). Ela não pode ser vista desta forma como também não deve ser tida como “um mal necessário”. Quando houver a indicação de internar o dependente de droga (e isto só o médico que acompanha o caso tem condições de avaliar), ela deve ser encarada de modo realista e positivo. Com a internação pretende-se:

a)   Afastar aquela pessoa do seu ambiente habitual que favorece toda uma problemática;

b)  Dar condições, durante este afastamento, dela reformular suas condições internas e, fortalecida, voltar para a vida normal.

14. Saiba como combater: saiba que é possível combater a dependência de drogas, durante a internação, sem medicações fortes e tratamento de choques. Que uma vida ativa e saudável (com muito esporte), com companheirismo e um acompanhamento psicoterápico, é o caminho certo para superar a dependência de drogas.

15. Substitua expectativas: substitua a expectativa de cura pela expectativa de amadurecimento e fortalecimento da personalidade do jovem. É através deste processo que ele chegará ao ponto de abandonar sua dependência. De nada adianta combater apenas a droga pela droga.

Infelizmente, muitas famílias encontram-se imersas em situações problemáticas causadas pelo uso de drogas lícitas ou ilícitas. Aflição, dor, angústia e culpa são sintomas conflitantes e que dilaceram laços afetivos. Estes traços tornam-se visíveis nos semblantes de muitos pais e mães. Aos poucos, a codependência química transforma os indivíduos e faz com que o comportamento do adicto dite como serão suas vidas.

A codependência causa renúncia à própria vida, além de transformar sua existência em medo e frustração, por não conseguir recuperar o adicto. Abaixo reunimos algumas situações recorrentes na vida de quem é codependente. Elas estão em forma de perguntas, para que você reflita sobre a necessidade de minar essa codependência.  Acompanhe!

Sua vida, planos e rotinas do dia a dia são alteradas e organizadas em função da codependência?
Quem é codependente demonstra um comportamento inconsciente e compulsivo esquecendo-se de si mesmo. A pessoa está sempre cuidando de um filho, namorado, cônjuge ou familiar. Assume para si a responsabilidade das escolhas e consequências do dependente. Muitas vezes, abre mão de sua rotina, trabalho e planos para protegê-lo, visando impedir que a adicção chegue ao conhecimento de amigos, vizinhos e conhecidos. Alguns, inclusive, chegam a regular a vida do ente querido, impondo regras e controlando refeições, banhos, lazer etc.

Por essa dedicação tão exclusiva, disfuncional e irrestrita, o codependente torna-se infeliz, explorado e impotente. Suas intenções, por melhores que sejam, apenas fazem dele um administrador de crises. A ansiedade e a constante frustração tornam a codependência, aos poucos, uma adicção. O dependente químico luta para tentar controlar seu vício e o codependente para controlá-lo, resultando em um círculo vicioso.

Você procura sinais de ingestão de álcool ou outras drogas, cheirando o hálito ou vasculhando o quarto, objetos e roupas?
No intuito de minimizar ou esconder a adicção do familiar, o codependente começa a agir como um vigilante. Procura por traços de ingestão de substâncias no hálito, olhar, atitudes ou entre objetos pessoais do adicto. A dúvida o corrói por dentro, suspeitando de tudo. Aos poucos, a tentativa de prevenir o uso de drogas vira uma caçada a elas. E quando a desconfiança se torna realidade, a codependência faz com que a pessoa queira enfrentar essa luta sem ajuda. Uma guerra silenciosa e solitária. Aos poucos, sem perceber, passa a apresentar os mesmos sintomas do adicto. Sofre tanto quanto ele ou até mais, pois ao contrário dos dependentes químicos, o codependente não faz uso de álcool ou outra droga para tentar suportar a dor de ver alguém que ama negligenciando a própria vida.

Você culpa a si mesmo e/ou as amizades do dependente por sua adicção?
Quando os primeiros sintomas do vício em drogas começam a aparecer, a primeira reação de familiares é a negação. Evita-se falar do problema, dificultando a maneira de lidar com sua existência. O codependente acredita que, se ignorada, a situação desaparecerá naturalmente. Com o tempo, e os sinais cada vez mais frequentes do uso de drogas, a realidade começa a incomodar e a saída é achar um culpado para o que está acontecendo. Os pais acreditam que isso é influência dos amigos, das más companhias ou erro deles mesmos.

Assim, surgem os seguintes questionamentos, como “onde erramos?” ou “sempre dei tudo do bom e do melhor, por que isso está acontecendo?”. Esse sentimento descompensado em busca de um bode expiatório apenas dá margem para outro problema: a codependência. Aos poucos, tornam-se reféns da culpa e da vontade descompensada de ajudar a quem amam.

A codependência química tem tratamento, mas exige que a pessoa esteja disposta a abdicar da exclusividade sobre a recuperação do adicto e permita que profissionais especializados deem a devida assistência para a família, seja com a internação em uma clínica de tratamento ou com acompanhamento intensivo. E para melhor ajudá-lo, os parentes (mães, pais, filhos, irmãos…) Tem que frequentar os grupos de apoio como Nar-Anon, Al-Non ou Amor Exigente, para saber como lidar com ele(a) no pré e pós tratamento!

Como ajudar pessoa viciada em drogas? Ver um querido perder a saúde, o convívio social e as rédeas da própria vida para as drogas é uma grande dor para parentes e amigos. A situação torna-se ainda mais difícil quando a pessoa não reconhece que precisa de ajuda e nega-se a fazer o tratamento. Neste post vamos falar sobre algumas formas para abordar e convencer um dependente químico a buscar tratamento.

Faça a abordagem do dependente químico com carinho e paciência

Um dos primeiros conselhos de psicólogos e profissionais de saúde mental é abordar o dependente químico com carinho e paciência. O melhor momento para se falar com uma pessoa que está abusando do uso de drogas ou de álcool é quando ela não está sob o efeito dessas substâncias. Perceba o momento em que ela está mais tranquila e receptiva a uma conversa. Fale de sua preocupação com os rumos que a vida dela vem tomando, mostrando as perdas que ela coleciona desde que iniciou o vício. Tenha o cuidado de demonstrar os efeitos nocivos, sem acusações ou julgamentos que possam ativar sua irritação e deixá-la mais resistente a ouvir.

Na hora da intervenção, escolha uma pessoa em quem o dependente químico confia e respeita

Os dependentes químicos têm um grande poder de persuasão e são manipuladores, quando se trata de distorcer a própria situação. Podem ficar agressivos e violentos quando são confrontados e quando se sentem ameaçados. Por isso, é importante que a pessoa escolhida para fazer a intervenção seja alguém a quem o depende respeite e confia. Isso aumenta as chances de ele ouvir e pensar sobre a própria condição.

Procure a ajuda de profissionais

É muito comum que os familiares só admitam que um parente precise de ajuda quando o abuso das drogas já trouxe tragédias pessoais e familiares, como uma rotina de brigas, perda de emprego, divórcio ou mesmo violência física contra as pessoas que moram com o dependente. Por isso, é muito importante contar com a ajuda de profissionais especializados no tratamento de saúde mental para ajudá-los nessa abordagem. Quem cuida também precisa de cuidados. Ter um dependente químico em casa significa um desgaste físico e emocional para toda a família e é preciso contar com uma rede de apoio (inclusive religiosa, se a família professa alguma fé), para encontrarem juntos o caminho para a reabilitação.

Não ceda ao sentimento de culpa

Se a situação já está muito delicada e há a indicação de uma internação compulsória ou involuntária, não se sinta culpado. Muitos dependentes químicos chegam a um nível de dependência tão alto que perdem a capacidade de julgamento quanto à própria segurança e a dos outros.Por isso, torna-se necessário planejar, junto à equipe especializada da clínica de recuperação, a melhor forma de fazer a abordagem. Tenha sempre em mente que a decisão pela internação é uma ação de amor e de cuidado com seu familiar. A surpresa, nesses casos, é essencial para que a pessoa não tenha tempo de pensar em uma defesa para conseguir evitar a internação.

Conte com uma equipe multidisciplinar nos primeiros dias de tratamento

Os primeiros dias de tratamento são sempre muito difíceis, tanto para o dependente químico quanto para seus familiares. Assim, é essencial contar com uma equipe multidisciplinar que possa ajudá-los a fazer essa transição. Ainda que leve um tempo para o dependente aceitar o tratamento, a internação será importante para a reabilitação. Nesse processo, não só a participação de uma equipe médica é importante, mas também a de profissionais de áreas como a psicologia, a psiquiatria, a nutrição e a terapia ocupacional. Esse envolvimento diversificado deixará o tratamento mais completo e eficiente. É essencial levar isso em conta na hora de escolher uma clínica de reabilitação.

Demonstre seu apoio

É importante que a pessoa saiba que não está sozinha para lidar e enfrentar sua dependência. A coragem para procurar ajuda e passar por um tratamento costuma aumentar quando se tem o incentivo e o apoio de alguém. Assim, você ajudará muito ao mostrar que está ao lado dela para ajudá-la no que for preciso, tanto antes quanto durante o processo de se tratar.

Escute a pessoa e seja confiável

Lembre-se de que você está lidando com outro ser humano e, portanto, com emoções e sentimentos únicos e bem profundos. Essa pessoa tem seus motivos para ter se tornado dependente e, para ajudá-la, é preciso conhecer seu ponto de vista. Não adianta tentar somente impor a ideia de que as drogas estão lhe fazendo mal. Deve-se escutá-la e procurar entender como ela se sente. Mostre que ela pode confiar em você e que você está interessado em ouvi-la.

Tenha empatia

Mesmo que seja difícil entender a pessoa, os seus motivos e seus sentimentos é muito importante que você tente fazer isso. Experimente se colocar no lugar dela e compreender seus problemas e dificuldades. Demonstrar esta compreensão faz toda a diferença, pois o dependente se sente acolhido, em vez de julgado. Você pode dizer, por exemplo, que o entende, que sabe o quanto a situação é difícil para ele, mas que há esperanças para tudo melhorar. Lembre-se de tratar a pessoa como você gostaria de ser tratado. Mesmo que você não entenda ou concorde com seu modo de pensar ou agir, é essencial respeitar esses pontos.

Peça permissão para ajudar e demonstre sua preocupação

Você pode ser sincero com a pessoa e abrir-se sobre sua preocupação com ela. Desabafe sobre como você sente que a dependência está a prejudicando. No entanto, lembre-se de fazer isso da forma mais calma possível. Quando for conversar com o dependente químico, é recomendável que se tome cuidado em alguns pontos. É necessário que as conversas sejam em um lugar onde ela se sinta confortável e segura. Isso é importante para evitar que o ambiente atrapalhe sua comunicação ou influencie as suas reações e as do dependente. Outra questão que pode ser importante é buscar ajuda para você mesmo. Como essa é uma situação delicada e complicada, é comum aparecerem sentimentos de insegurança (sobre como deve ser a conversa, por exemplo), culpa e preocupação. Assim, pode fazer toda a diferença buscar ajuda de profissionais para esclarecer seus medos e dúvidas e, inclusive, buscar um acompanhamento para você.

Saiba o que fazer após convencer o paciente

Depois de convencer a pessoa a procurar ajuda você ainda deve permanecer do seu lado. Ajude a encontrar a melhor forma de tratamento e a procurar uma clínica de reabilitação e demonstre apoio ao longo do processo. É importante contribuir para a pessoa sentir-se no controle da situação, mas também é válido acompanhar tudo. Mantenha contato e visite o dependente (em caso de internação), ajude-o a perceber e valorizar até os avanços bem pequenos e mostre-se engajado no processo como um todo.

Estabeleça limites

 

Sabemos que não é uma tarefa fácil e ter um dependente químico na família afeta muito a relação entre pais e filhos. A tendência é que os jovens fiquem mais revoltados e apresentem comportamentos agressivos. No entanto, é papel dos pais ou familiares responsáveis, tentar estabelecer certos limites na rotina do usuário. Por exemplo, tente convencê-lo a permanecer em casa, não permita a visita de amigos suspeitos de incentivar o consumo e amizades que não sejam muito confiáveis. O mesmo vale para atitudes incorretas, como pegar dinheiro sem solicitar. É importante ressaltar que todas essas ações precisam ser feitas com calma e jamais se utilizar da força física ou com castigos que provoquem reações de ódio ou raiva. Também não tranque ou isole o dependente de uma vida social, pois isso tende a piorar o quadro.

Anote os dias e horas de comportamentos suspeitos

Uma das formas de como ajudar pessoas viciadas em drogas é fazer um mapeamento de seus comportamentos mais suspeitos. Por exemplo, imagine que você note que seu filho inicie a semana com um humor diferente do normal, apresente sinais de depressão, cansaço ou tristeza, depois de um final de semana na rua. Ou quando ele informa que tem algum compromisso fora e retorna com outro aspecto. Tudo isso ajuda a desvendar certas atitudes que podem estar sendo motivadas pelo consumo de entorpecentes. Se a frequência desses comportamentos for grande, você pode tentar averiguar, mais de perto, o que ele está fazendo de fato na rua e buscar ajuda a tempo.

Busque ajuda para si mesmo

É difícil saber como ajudar pessoas viciadas em drogas, quando não temos experiência ou não temos noção do que fazer para solucionar esse problema. Por isso, muitas vezes, os familiares acabam prejudicando e agravando o quadro do usuário por não saberem se impor numa situação dessa. Com isso, diversas clínicas de reabilitação promovem atividades voltadas, exclusivamente, para a participação de familiares, como palestras, cursos e terapias, no intuito de orientar e informar os melhores métodos e indicar os tratamentos mais eficientes para cada caso.

Se o dependente for seu filho, entenda qual o seu papel

Mais importante que qualquer tratamento e acompanhamento médico, é a participação dos pais, quando o dependente é um filho ou uma filha. Jamais desista e entenda que os jovens são mais suscetíveis ao consumo das drogas, devido ao acesso facilitado e por causa da busca de novas experiências. Certamente, essa situação jamais será desejada por alguma família, porém é mais comum do que se imagina.

Sem dúvidas, o melhor caminho é sempre o amparo familiar e o diálogo. Lembre-se que você sempre deve servir como uma referência e um porto seguro.

Enfim, essas foram algumas de nossas dicas de como ajudar pessoa viciada em drogas a buscarem uma alternativa para se livrarem, de vez, do seu vício. Infelizmente, a dependência química não tem cura. No entanto, diversos tratamentos são suficientes para ressocializar o usuário e retomar uma rotina normal, trazendo de volta a felicidade de toda a família.

Você pode ajudar a pessoa a manter-se estável ao longo da vida e, caso ela passe por recaídas, demonstre novamente seu apoio e ajude-a a encontrar soluções.

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