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Fragilidade Humana Versus Dependência Química

Fragilidade Humana Versus Dependência Química

Quando uma criança nasce, sabemos que ela irá estabelecer relações de dependência com as pessoas, primeiramente com a mãe. A maneira que o bebê se desenvolve, cria conexão com objetos e situações. As relações estabelecidas com o bebê, podendo ser com pessoas, objetos e situações, podem ser importantes e inofensivas para o desenvolvimento, mas outras podem ser prejudiciais, como o desamparo, acarretando na formação de um ego frágil, tornando o bebê numa pessoa com baixa tolerância a frustração, irritabilidade, baixa autoestima e carência afetiva. Essas fragilidades não permitem que a pessoa lide com assertividade com a sua própria angústia, a ansiedade, a impulsividade e muitos outros sentimentos e emoções que surgem no dia-a-dia. Muitas vezes, os recursos internos acabam não sendo o suficiente para elaborar os conflitos e a pessoa acaba fugindo das situações, caindo no ato tóxico.

Uma vez que a pessoa utiliza alguma droga poderá sentir um prazer enorme. E para alcançar novamente aquele prazer, faz o uso contínuo, havendo aqui uma alteração bioquímica em seu corpo. No momento em que a pessoa passa a depender do efeito e sentir um mal-estar ou algum desconforto na ausência da droga, ou quando faz todo esforço para obter um vínculo com a droga e para aumentar o seu conforto psicológico e bioquímico, a dependência se instalou.

Esse não é o único motivo que leva o homem a experimentar e utilizar a droga, em determinado momento de sua vida, porém é sabido que os aspectos psicológicos influenciam na maneira como a pessoa lida com os conflitos do cotidiano. E a droga se torna um meio rápido para lidar com as situações difíceis, dando a falsa ilusão de que irá resolver seus problemas. Ao invés de diminuírem os problemas aumentam em muitas áreas: num nível psicológico social, familiar, afetivo e na saúde. Poderá trazer-lhe comorbidades psiquiátrica, disfuncionalidade nas atividades do dia-a-dia por vezes irreversíveis. Ou para aqueles que já tiveram algum distúrbio psiquiátrico, o uso contínuo poderá potencializar os sintomas do transtorno e da dependência química e principalmente surgir a agressividade.

Na maioria das vezes, são as famílias que trazem o adicto para um tratamento, pois o mesmo pode minimizar e negar o uso da droga e trazer falas como: eu consigo controlar o uso ou quando eu quiser eu paro, o que é um mito. E em muitos casos, a família também adoece junto com o adicto. No tratamento, o adicto poderá ter como possibilidade assumir a si e a sua própria realidade, dar sentidos a sua própria história de vida e reconhecer que é portador de uma doença: a dependência química. Trabalhar a sua história de vida se faz essencial para compreender a si mesmo e seus comportamentos, e poder tratar a sua própria fragilidade. Além do tratamento com os adictos, a família também poderá se tratar dando foco em vários aspectos, mas sendo o principal a Codependência.  

Apesar de toda fragilidade do ego, quando se quer, é possível trabalhar e avançar. Quando não é possível ou quando não se quer trabalhar, a tendência é repetir nas próximas gerações, através dos filhos, netos e assim por diante.